terça-feira, 19 de janeiro de 2010

domingo, 17 de janeiro de 2010

Para fazer com as crianças: livro de feltro


Você vai precisar de:

- Feltro em várias cores

- Tinta Squizz em cores diversas

- Apliques em formato de flor e bichinhos

- Cola apliques

- Botões coloridos

- Linha para bordar

- Alfinetes

- Tesoura

- Moldes



Recorte, em papel, os moldes dos arbustos. Alfinete um molde de gramado no feltro verde e recorte


Decore a parte superior do gramado usando a tinta verde fluorescente


Em seguida, recorte um pedaço de feltro laranja com 20 cm x 40 cm, para formar a página


Aplique cola nas partes laterais e na base dos gramados e fixe-os do lado direito da página

Para o lado esquerdo, recorte um bolso, usando o feltro azul. Cole na peça


Pinte o sol com a tinta amarela. Para as nuvens, use a tinta branca. Deixe secar


Fixe os apliques na peça, compondo o cenário que desejar. Para isso, use a cola aplique



Faça a quantidade de páginas que desejar, decorando os dois lados das que ficarão dentro do livro.
Cole o centro das páginas usando cola aplique


Pronto!!
Fonte; htpp://delas.ig.com.br


sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Visão Subnormal..O que é isso????



Como seria o trajeto de um aluno portador de Visão Subnormal numa classe inclusiva?

Vivemos em uma época em que Inclusão é a palavra chave e, por isso mesmo, nós professores devemos estar atentos e em busca constante de aperfeiçoamentos que nos possibilitem desenvolver um trabalho significativo com todos os nossos alunos.


Mas o que é mesmo Visão Subnormal?


É uma perda severa de visão que não pode ser corrigida por tratamento clínico ou cirúrgico nem com óculos convencionais. Também pode ser descrita como qualquer grau de enfraquecimento visual que cause incapacidade funcional e diminua o desempenho visual. No entanto, a capacidade funcional não está relacionada apenas aos fatores visuais, mas também às reações da pessoa à perda visual e aos fatores ambientais que interferem no desempenho.

Suas causas podem ser:
 Congênitas: já ocorrem no nascimento. Exemplo: corioretinite macular por toxoplasmose, catarata congênita, glaucoma congênito, atrofia congênita de Leber etc.;
 Adquiridas: por doenças adquiridas, como diabetes, descolamento de retina, glaucoma, catarata, degeneração senil de mácula, traumas oculares.

Muitas doenças são de origem genética, familiar, como retinitis pigmentosa, glaucoma congênito, catarata congênita, etc.


Nosso aluno está chegando. Precisamos de informações prévias?


Subentende-se que a escola, no ato da matrícula, já tenha informações acerca do fato da criança ser portadora de visão subnormal, porém, como o professor é o responsável direto pelo trabalho a ser realizado, é interessante que este busque junto à família da criança mais detalhes sobre a real condição da mesma a fim de melhor entender o que aconteceu e acontece com o seu processo de desenvolvimento como: a idade em que a deficiência se manifestou, a existência ou não da associação com outras deficiências, os aspectos hereditários, aspectos ambientais em que vive, tratamento recebido e estágio atual da deficiência
A partir daí, se adquire maior segurança para oferecer-lhe oportunidades para entrar em contato com novos objetos, pessoas e situações que facilitarão sua integração em sala de aula e, consequentemente, seu processo de aprendizagem.
Abaixo, alguns dados do aluno em questão:

Idade: 10 anos
Série: 4ª
Sexo: masculino
Deficiências: estrabismo, nistagmo ( olho trêmulo) , astigmatismo, hipermetropia. Dificuldades específicas: Inquietude, dificuldades na leitura, dores de cabeça, incômodo com a iluminação.

E o professor? Também tem que ser preparado.

Para que se possa realizar um bom trabalho com o aluno possuidor de visão subnormal, o professor regente deve ter a consciência de que esta criança será um dos muitos alunos de sua turma e que, assim como os demais, possui características e necessidades individuais. Portanto, a primeira providência a ser tomada pelo professor regente é entrar em contato com o professor da sala de recurso/ apoio para com ele buscar o melhor caminho para atender ao aluno com visão subnormal.


Não é só o professor que recebe o aluno. É a escola toda!

A primeira atividade a ser desenvolvida pelo professor regente em conjunto com o professor de recurso/apoio para iniciar o processo educacional com a criança portadora de visão subnormal numa perspectiva inclusiva, seria o desenvolvimento de um trabalho de conscientização da turma da qual fará parte sobre a necessidade e importância do respeito às diferenças individuais e quanto o trabalho colaborativo que poderá contribuir para a melhoria da aprendizagem de todos, incentivando ainda o desenvolvimento de valores como o respeito ao próximo, amizade, cooperação, etc.
Ainda pode ser sugerido a coordenação e direção da escola a promoção de reuniões no âmbito escolar para discutir as dificuldades encontradas e a melhor maneira de contorná-las, a aquisição de materiais bibliográficos de apoio, a realização de palestras com especialistas, crianças portadoras de Visão Subnormal e professores experientes no assunto voltadas para toda comunidade escolar.


Detalhes melhoram a sala de aula para nosso aluno portador de Visão Subnormal.

A sala de aula deve ser bem iluminada e arejada para ajudar a criança portadora de Visão Subnormal a se adaptar à mesma e os professores regente e de recurso/apoio devem conhecer a criança de tal forma que possam estar atentos a seus interesses, habilidades e o referencial perceptual que ela revela.
A criança com visão deficiente pode, normalmente, aprender a evitar obstáculos na sala de aula e nos corredores da escola desde que corretamente orientada. O professor regente deve estar atento à disposição da mobília e, com a ajuda dos demais alunos, poderá optar por uma nova disposição que facilite o deslocamento da criança com deficiência dentro da sala de aula.
Já ao professor recurso/apoio, cabe a responsabilidade de familiarizar este mesmo aluno com as dependências da escola (como bebedouro, banheiros, playground,etc) alertando-o da existência de obstáculos( má iluminação, existência de degraus, etc) que possam dificultar seu trânsito por estas áreas. Também deve-se gradativamente instruí-lo a se deslocar sozinho e com segurança destas áreas até a sala de aula e vive –versa.



Vamos ajudar nosso aluno a utilizar os dispositivos especiais?

Por ser uma escola preparada para receber crianças com Visão Subnormal e possuir dispositivos especiais que favorecem o funcionamento visual, estes devem ser utilizados pelos professores de forma a facilitar a vida do aluno dentro de sala.
•Óculos bifocais, prismas, lentes de contato ou outras combinações de lentes podem ser prescritos para uma criança com limitações visuais, a serem usados à toda hora ou durante atividades específicas.
•Lentes ligeiramente tingidas ou escuras podem ser usadas pela criança sensível à luz, em lugares fechados e ao ar livre.
•Lentes de aumento manuais ou lentes de amplificação são usadas para aumentar o tamanho da imagem e melhoram o funcionamento visual de crianças com quase todos os distúrbios visuais. Esses ampliadores podem ser usados para tarefas como ler, escrever e estudo de arte.
•Telessistemas pequenos (mini-telescópios). Seguros na mão ou em armações de óculos são usados por crianças para ver objetos distantes, como quadros negros e demonstrações de sala de aula, ou para identificar ônibus, sinais de rua, e assim por diante. Quando uma criança está usando um telescópio para ler o quadro negro, ela pode achar útil sentar-se na coluna central de carteiras, na distância que lhe for mais adequada.
Como algumas crianças portadoras de Visão Subnormal poderão precisar apenas de alguns materiais adaptados, enquanto outros necessitarão de uma combinação de vários dispositivos, somente depois de observação detalhada é que se saberá de qual realmente a criança necessita e só então fazer uso.


Desenvolvimento didático do aluno é importante.

É necessário que os professores regente e recurso/apoio estejam cientes de que esta criança precisa de mais tempo para assimilar alguns conceitos, especialmente os abstratos, precisa ter estimulação contínua, apresenta dificuldade de interação, de apreensão, de exploração e domínio do meio físico e desenvolve mais lentamente a consciência corporal, mas nem por isso devem deixar de ser cobrados , assim como seus colegas o são, dentro de sala de aula.
Os professores responsáveis por este aluno devem estar de acordo então, de que se faz necessário oferecer ao mesmo, todas as oportunidades existentes na unidade escolar que lhe permitam desenvolver corretamente suas habilidades.
Mas do que os professores, a unidade escolar deve estar envolvida neste processo e isso inclui buscar estabelecer o intercâmbio entre o oftalmologista e os profissionais que atuam na área da educação, incentivar a capacitação de recursos humanos envolvidos no processo educacional do aluno portador de visão subnormal, oferecer orientação inicial, por meio de relatório do serviço oftalmológico sobre este aluno contendo dados aplicáveis à situação da sala de aula, encaminhados preferencialmente no início do ano letivo, facilitar o acesso a informações sobre o aluno portador de visão subnormal, fornecida pelo serviço oftalmológico, principalmente em situações que houver alterações visuais ou em relação ao uso de óculos, recursos ópticos ou recursos não ópticos , disponibilizar literatura especializada sobre a deficiência visual, enfatizando os aspectos relativos ao aluno portador de visão subnormal e facilitar a participação do professor em cursos curtos sobre o assunto.

Nosso aluno com Visão Subnormal, também tem suas obrigações em sala de aula!

As crianças com a deficiência que estamos estudando, também têm suas obrigações como qualquer outro aluno. O que muda e a forma de realizar o que lhe é solicitado.
Conhecer colegas com deficiência visual pode fazer os outros alunos se interessarem por tópicos relacionados à visão e à deficiência visual. O professor pode desejar incorporar estes assuntos às suas aulas. Por exemplo, em Ciência, luz e óptica podem ser um bom tema para discussão; em Saúde, atitudes relacionadas à deficiência; em Estudos Sociais, informação sobre agências de serviço da comunidade e discriminação de pessoas deficientes; em Literatura, livros de autores deficientes da visão. Se o deficiente da visão se sentir confortável sobre esta informação, pode desejar participar da apresentação da aula. Por outro lado, atenção demasiada à deficiência visual pode enfatizar diferenças.
Todas as crianças são sensíveis às críticas dos colegas. Sua aceitação da criança deficiente visual será um exemplo positivo para a turma.
O aluno deficiente visual pode trazer algumas estratégias de adaptação para a sala de aula. Encoraje o aluno a usá-las segundo a necessidade e faça-o responder a qualquer pergunta sobre isso.


O aluno com Visão Subnormal também faz!
Exercícios, tarefas de casa,avaliação

Para que o aluno com visão Subnormal não seja prejudicado em suas atividades os professores regente e de recurso/apoio devem trabalhar sempre em sintonia no intuito de desenvolverem um bom trabalho.
No que diz respeito ao desenvolvimento de atividades dentro de sala de aula que necessite de materiais escritos, é interessante que com a maior antecedência possível, o regente repasse cópias destes materiais ao professor da sala de recursos/apoio para que ele possa adaptar conforme a necessidade da criança com deficiência além de poder localizar ledores, se for o caso.
O aluno deficiente da visão geralmente precisa de tempo extra (um tempo e meio é considerado aceitável) para completar tarefas e exames. Pode-se permitir que o aluno complete o trabalho na sala de recursos ou na biblioteca da escola. Quando o aluno deficiente visual desenvolver habilidades adaptativas, suas expectativas em relação a ele devem aproximar-se da que tem em relação aos outros alunos.
Embora possa estar usando folhas de resposta para o resto da turma quando estiver dando um teste, pode ser mais fácil para a criança de visão subnormal responder diretamente na folha do teste. Folhas-respostas com questões de múltipla escolha em quadrados ou parênteses para serem preenchidos podem causar problemas ao aluno de visão subnormal. Substituir por uma folha de resposta na qual o aluno circunde a letra correta a, b, c ou d, geralmente elimina o problema mas, o mais correto mesmo é, antes de um período de prova, consultar o aluno deficiente da visão e o professor da sala de recursos/apoio para saber qual o melhor método a ser usado com esta criança.
Os alunos com Visão subnormal deverão ser capazes de ler e escrever corretamente no portanto, deve-se evitar aplicar exames orais, a menos que não haja outro modo para testá-los. É geralmente aconselhável consultar o professor de recursos/apoio para determinar a modalidade mais apropriada de leitura e escrita do aluno, assim como para estabelecer formas alternativas.

É preciso todos fazerem sua parte!


O funcionamento visual de um indivíduo portador de visão subnormal está relacionado com a maior ou menor capacidade para utilizar o resíduo visual na realização de tarefas cotidianas. A avaliação do funcionamento visual determina como um indivíduo usa a visão residual . Deve indicar a implicação de aspectos emocionais e cognitivos junto à baixa visual no desempenho escolar, nas atividades profissionais e na vida cotidiana .
A habilidade visual depende não apenas da doença ocular, mas também, da eficácia do uso da visão. Por esse motivo não há "receitas" de atuação e nem é possível fazer generalizações na avaliação desses indivíduos.
No que diz respeito aos alunos portadores de visão subnormal, a avaliação funcional deverá ser realizada inicialmente de modo informal, observando-se o desempenho visual e recolhendo todas as informações que a família e os professores possam fornecer. De posse dessas informações, deverá ser realizada a avaliação formal com a utilização de métodos clínicos. O resultado dessa avaliação funcional vai fornecer as informações essenciais à inclusão do deficiente visual no sistema regular de ensino.
A atual política nacional de educação está baseada nos princípios da inclusão e igualdade de condições para o acesso e permanência do aluno portador de deficiência na escola comum, mas para que isso aconteça da melhor maneira possível, é necessário que todos nós estejamos empenhados neste processo.

Retirado do Blog: http://www.uniblog.com.br/visaosubnormal_posse_go/

MATERIAL CONCRETO

MATERIAL CONCRETO
ALFABETO

FORMAS E CORES

EQUILIBRIO

TORRE EQUILIBRIO

DESAFIO ARGOLA

GAIOLA

ORDENAÇÃO CIRCULO

ORDENAÇÃO QUADRADO

ORDENAÇÃO