terça-feira, 7 de setembro de 2010

MITOS E VERDADES SOBRE O AUTISMO.


Mitos e verdades sobre o Autismo




Por Lucy Santos



Nestes anos de luta, vi muita coisa errada sobre o autismo, algumas me levaram a atitudes que hoje sei serem inadequadas. Muitas desinformações nos levam a problemas emocionais, a dificuldades mil que podem e devem ser evitadas:



O Mito: os autistas têm mundo próprio.

A Verdade: os autistas têm dificuldades de comunicação, mas mundo próprio de jeito nenhum. O duro é que se comunicar é difícil para eles, nós não entendemos, acaba nossa paciência e os conflitos vêm. Ensiná-los a se comunicar pode ser difícil, mas acaba com estes conflitos.



O Mito: os autistas são super inteligentes.

A Verdade: assim como as pessoas normais, os autistas têm variações de inteligência se comparados uns aos outros. É muito comum apresentarem níveis de retardo mental.



O Mito: os autistas não gostam de carinho.

A Verdade: todos gostam de carinho, com os autistas não é diferente. Acontece que alguns têm dificuldades com relação à sensação tátil, podem sentir-se sufocados com um abraço por exemplo. Nestes casos deve-se ir aos poucos, querer um abraço eles querem, a questão é entender as sensações. Procure avisar antes que vai abraçá-lo, prepare-o primeiro por assim dizer. Com o tempo esta fase será dispensada. O carinho faz bem para eles como faz para nós.



O Mito: os autistas gostam de ficar sozinhos.

A Verdade: os autistas gostam de estar com os outros, principalmente se sentirem-se bem com as pessoas, mesmo que não participem, gostam de estar perto dos outros. Podem às vezes estranhar quando o barulho for excessivo, ou gritar em sinal de satisfação; quando seus gritos não são compreendidos, muitas vezes pensamos que não estão gostando. Tente interpretar seus gritos.



O Mito: eles são assim por causa da mãe ou porque não são amados.

A Verdade: o autismo é um distúrbio neurológico, pode acontecer em qualquer família, religião etc. A maior parte das famílias em todo o mundo tende a mimá-los e superprotegê-los, são muito amados, a teoria da "mãe geladeira" foi criada por ignorância, no início do século passado e foi por terra pouco tempo depois. É um absurdo sem nexo.



O Mito: os autistas não gostam das pessoas.

A Verdade: os autistas amam sim, só que nem sempre sabem demonstrar isto. Os problemas e dificuldades de comunicação deles os impedem de ser tão carinhosos ou expressivos, mas acredite que mesmo quietinho, no canto deles, eles amam sim, sentem sim, até mais que os outros.



O Mito: os autistas não entendem nada do que está acontecendo.

A Verdade: os autistas podem estar entendendo sim, nossa medida de entendimento se dá pela fala, logo se a pessoa não fala, acreditamos não estar entendendo, mas assim como qualquer criança que achamos não estar prestando atenção, não estar entendendo, de repente a criança vem com uma tirada qualquer e vemos que ela não perdeu nada do que se falou, o autista só tem a desvantagem de não poder falar. Pense bem antes de falar algo perto deles.



O Mito: o certo é interná-los, afinal numa instituição saberão como cuidá-los.

A Verdade: toda criança precisa do amor de sua família, a instituição pode ter terapeutas, médicos, mas o autista precisa mais do que isto, precisa de amor, de todo o amor que uma família pode dar, as terapias fazem parte; uma mãe, um pai ou alguém levá-lo e trazê-lo também.



O Mito: eles gritam, esperneiam porque são mal educados.

A Verdade: o autista não sabe se comunicar, tem medos, tem dificuldades com o novo, prefere a segurança da rotina, então um caminho novo, a saída de um brinquedo leva-os a tentar uma desesperada comunicação, e usam a que sabem melhor, gritar e espernear. Nós sabemos que isto não é certo, mas nos irritamos, nos preocupamos com olhares dos outros, às vezes até ouvimos aqueles que dizem que a criança precisa apanhar, mas nada disto é necessário, se desse certo bater, todo o burro viraria doutor! Esta fase de gritar e espernear passa, é duro, mas passa. Mesmo que pareça que ele não entenda, diga antes de sair que vai por ali, por aqui etc. e seja firme em suas decisões. Não ligue para os olhares dos outros, você tem mais o que fazer. Não bata na criança, isto não ajudará em nada, nem a você e nem a ele. Diga com firmeza que precisa ir embora, por exemplo, e mantenha-se firme por fora, por mais difícil que seja. Esta fase passa, eles precisarão ver a firmeza do outro.

domingo, 6 de junho de 2010

Inclusão Escolar e Tecnologia Assistiva



      O uso da tecnologia no processo de  inclusão escolar 
    
Ao longo da história, a tecnologia vem sendo utilizada para facilitar a vida dos homens. Para as pessoas com deficiência, a tecnologia é a diferença entre o “poder” e o “não poder” realizar ações.
No processo de inclusão de crianças com dificuldades motoras, o terapeuta ocupacional poderá coordenar:
   
·  Adaptações ambientais como: rampas, barras nos corredores, banheiros e sala de aula, tipo de piso, sinalização dos ambientes, iluminação e posicionamento da criança dentro da sala de aula considerando sua possibilidade visual.
·  Adaptação postural da criança na classe com a adequação da sua cadeira de rodas ou carteira escolar e adequações posturais nas atividades das aulas complementares ou de lazer.
·  O processo de ensino-aprendizagem com a confecção ou indicação de recursos como: planos inclinados, antiderrapantes, lápis adaptados, órteses, pautas ampliadas, cadernos quadriculados, letras emborrachadas, textos ampliados, máquina de escrever ou computador.
·  O recurso alternativo para a comunicação oral com a utilização de pranchas de comunicação ou comunicadores e,
·  A independência nas atividades de vida diária e de vida prática com adaptações simples como argolas para auxiliar a abertura da merendeira ou mochila, ou copos e talheres adaptados para o lanche. 

Inclusão Escolar
O sucesso do processo de inclusão está diretamente ligado à possibilidade de reconhecer as diferenças e aceitá-las. Isso não significa ignorá-las, isso não significa colocar crianças com necessidades educacionais especiais na sala de aula regular e esperar que elas aprendam pela proximidade com seus colegas da mesma idade. Respeitar as diferenças é oportunizar os recursos necessários para que a criança aprenda. Muitas vezes esses recursos serão simples como letras soltas ou textos escritos em letras maiúsculas e outras vezes poderá ser o uso de um computador adaptado.
O Brasil tem hoje, segundo o Censo escolar de 2005 (MEC, 2006), 640.317 alunos com necessidades educacionais especiais matriculados nas escolas do país, portanto esse não é um problema que possa ser ignorado.

TECNOLOGIA ASSISTIVA E DUCAÇÃO


Porque o termo Tecnologia Assistiva?
 Um texto de Romeu Kazumi Sassaki, escrito em 1996:
ASSISTIVE TECHNOLOGY
Lendo artigos sobre equipamentos, aparelhos, adaptações e dispositivos técnicos para pessoas com deficiências, publicados em inglês, ou vendo vídeos sobre este assunto produzidos em inglês, encontramos cada vez mais freqüentemente o termo assistive technology. 
No contexto de uma publicação ou de um vídeo, é fácil entender o que esse termo significa. Seria a tecnologia destinada a dar suporte (mecânico, elétrico, eletrônico, computadorizado etc.) a pessoas com deficiência física, visual, auditiva, mental ou múltipla. Esses suportes, então, podem ser uma cadeira de rodas de todos os tipos, uma prótese, uma órtese, uma série infindável de adaptações, aparelhos e equipamentos nas mais diversas áreas de necessidade pessoal (comunicação, alimentação, mobilidade, transporte, educação, lazer, esporte, trabalho e outras). No CD-ROM intitulado Abledata, já estão catalogados cerca de 19.000 produtos tecnológicos à disposição de pessoas com deficiência e esse número cresce a cada ano.
Mas como traduzir assistive technology para o português? Proponho que esse termo seja traduzido como tecnologia assistiva pelas seguintes razões:
Em primeiro lugar, a palavra assistiva não existe, ainda, nos dicionários da língua portuguesa. Mas também a palavra assistive não existe nos dicionários da língua inglesa. Tanto em português como em inglês, trata-se de uma palavra que vai surgindo aos poucos no universo vocabular técnico e/ou popular. É, pois, um fenômeno rotineiro nas línguas vivas.
Assistiva (que significa alguma coisa "que assiste, ajuda, auxilia") segue a mesma formação das palavras com o sufixo "tiva", já incorporadas ao léxico português. Apresento algumas dessas palavras e seus respectivos vocábulos na língua inglesa (onde eles também já estão incorporados). Foram escolhidas palavras que se iniciam com a letra a, só para servirem como exemplos.
associativa - associative
adotiva - adoptive
adutiva - adductive
afetiva - affective
acusativa - accusative
adjetiva - adjective
aquisitiva - aquisitive
agregativa - aggregative
ativa - active
assertiva - assertive
adaptativa - adaptive
aplicativa - applicative
Nestes tempos em que o movimento de vida independente vem crescendo rapidamente em todas as partes do mundo, o tema tecnologia assistiva insere-se obrigatoriamente nas conversas, nos debates e na literatura. Urge, portanto, que haja uma certa uniformidade na terminologia adotada, por exemplo com referência à confecção/fabricação de ajudas técnicas e à prestação de serviços de intervenção tecnológica junto a pessoas com deficiência.


Objetivos da Tecnologia Assistiva
Proporcionar à pessoa com deficiência maior independência, qualidade de vida e inclusão social, através da ampliação de sua comunicação, mobilidade, controle de seu ambiente, habilidades de seu aprendizado, trabalho e integração com a família, amigos e sociedade.




Referências sobre Tecnologia Assistiva

Decreto Nº 3.956, de 08 de outubro de 2001. http://www.planalto.gov.br/ccivil/decreto/2001/D3956.htm
Decreto Nº 5.296 de 02 de dezembro de 2004 - DOU de 03/122004.
www.planalto.gov.br/ccivil/_ato2004-2006/2004/decreto/d5296.htm
Ministério de Ciência e Tecnologia.Chamada pública MCT/FINEP/Ação Transversal
Tecnologias assistivas - Seleção pública de propostas para apoio a projetos de pesquisa e desenvolvimento de tecnologias assistivas para inclusão social de pessoas portadoras de deficiência e de idosos. Brasília, setembro 2005
http://www.mct.gov.br/index.php/content/view/10253.html
ACESSO DE ALUNOS COM DEFICIÊNCIA ÀS ESCOLAS E CLASSES COMUNS DA REDE REGULAR
Cartilha da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão. Brasília, setembro de 2004.
Formato PDF: www.prgo.mpf.gov.br/cartilha_acesso_deficientes.pdf
Portal de Ajudas Técnicas.SEESP/ MEC • http://portal.mec.gov.br/seesp/index.php?option=content&task=view&id=64&Itemid=193

ADA - American with Disabilities Act.: www.ada.gov/pubs/ada.htm
Albert M. Cook e Susan M. Hussey • Assistive Tecnologies: Principles and Pratice, Mosby-Year Book. Missouri, EUA, 1995.
Public Law 100-407 • www.resna.org/taproject/library/laws/techact94.htm
Radabaugh, M.P..NIDRR's Long Range Plan - Technology for Access and Function Research Section Two: NIDDR Research Agenda Chapter 5: TECHNOLOGY FOR ACCESS AND FUNCTION
http://www.ncddr.org/new/announcements/lrp/fy1999-2003/lrp_techaf.html e
http://www.ncd.gov/newsroom/publications/1993/assistive.htm#5
Artigos sobre Tecnologia Assistiva


CEDI • INTRODUÇÃO À TECNOLOGIA ASSISTIVA • Rita Bersch (arquivo em formato PDF - 1,8MB)
PALESTRA CAA • Nadia Browning (arquivo em formato PDF - 2,3MB)


Links para Sites de Tecnologia Assistiva

PORTUGUÊS/ESPANHOL (BRASIL, PORTUGAL, ESPANHA)
CEDI • SENSOFTWARE - ÓTIMO PARA ACIONADORES (gratuito - download de arquivo zipado 4MB - instruções em arquivo txt)
TA • KIT ACESSO
UFRJ • PROJETO DOSVOX
UFRJ • PROJETO LENTE PRO
UFRJ • PROJETO MOTRIX
ACESSIBILIDADE.NET • ACESSIBILIDADE PARA TODOS
REDE SARAH DE HOSPITAIS
NIEE UFRGS • NÚCLEO DE INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO ESPECIAL
PROJECTE FRESSA • SOFTWARE PARA LA EDUCACIÓN ESPECIAL
INFORMATICA PARA ORIENTADORES

Adaptações Curriculares do Aluno Surdo

Adaptações Curriculares do Aluno Surdo
Adaptações curriculares constituem conjunto de modificações que se realizam nos objetivos, conteúdos, critérios e procedimentos de avaliação, atividades e metodologias para atender às diferenças individuais dos alunos.
As adaptações curriculares para atender às necessidades especiais dos alunos surdos podem ser poucas e não constituir alterações expressivas na programação regular, de tal modo que todos os alunos da turma possam delas se beneficiar. Pode-se também realizar adaptações significativas do currículo regular, para atender a condições específicas necessárias, de modo a obter maior participação do aluno nas atividades curriculares comuns e possibilitar o alcance dos objetivos definidos para cada etapa educativa.
As adaptações se distinguem em dois grupos:

Adaptações Metodológicas e Didáticas
Incidem sobre agrupamentos de alunos, nos métodos, nas técnicas e estratégias de ensino-aprendizagem, na avaliação e nas atividades programadas. Dizem respeito a:
. situar alunos nos grupos com os quais possa trabalhar melhor;
adotar métodos e técnicas de ensino-aprendizagem específicas para o aluno, na operacionalização dos conteúdos curriculares, sem prejuízo para as atividades docentes;
. utilizar técnicas, procedimentos e instrumentos de avaliação da classe, quando necessário, sem alterar os objetivos da avaliação nem seu conteúdo;
. propiciar apoio físico, visual, verbal e gestual ao aluno impedido, temporária ou permanentemente, em suas capacidades, de modo a permitir a realização das atividades escolares e do processo avaliativo. O apoio pode ser oferecido pelo professor regente, pelo professor de sala de recursos, pelo professor itinerante ou pelos próprios colegas;
. introduzir atividades individuais complementares para o aluno alcançar os objetivos comuns aos demais colegas, Essas atividades podem realizar-se na própria sala de aula, na sala de recursos ou por meio do atendimento itinerante, devendo realizar-se de forma conjunta com os professores regentes das diversas áreas, a família ou os colegas;
. introduzir atividades complementares específicas para o aluno, individualmente ou em grupo, que possam ser realizadas nas salas de recursos ou por meio do atendimento itinerante;
. eliminar atividades que não beneficiem o aluno ou restrinjam sua participação ativa e real ou, ainda, as que ele esteja impossibilitado de executar;
. suprimir objetivos e conteúdos curriculares que não possam ser alcançados pelo aluno em razão de sua deficiência, substituindo-os por outros acessíveis, significativos e básicos.

Adaptações nos Conteúdos Curriculares no Processo Avaliativo
São adaptações individuais dentro da programação regular, considerando os objetivos, os conteúdos e os critérios de avaliação para responder às necessidades de cada aluno.
Consistem essas adaptações em:
. adequar os objetivos, conteúdos e critérios de avaliação, modificando-os de modo a considerar, na sua consecução, a capacidade do aluno em relação ao proposto para os demais colegas;
priorizar determinados objetivos, conteúdos e critérios de avaliação;
. dar ênfase a objetivos concernentes à(s) deficiência(s) do aluno não abandonando os objetivos definidos para o seu grupo, mas acrecentando aqueles relativos às complementações curriculares específicas, para a minimização de suas dificuldades e desenvolvimento do seu potencial;
. mudar a temporalidade dos objetivos, conteúdos e critérios de avaliação de desempenho do aluno em Língua Portuguesa, na modalidade escrita - considerar que o aluno surdo pode alcançar os objetivos comuns do grupo, em um período mais longo de tempo. Desse modo, deve-lhe ser concedido o tempo necessário para o processo ensino-aprendizagem e para o desenvolvimento das suas habilidades, considerando a deficiência que possui. Por meio dos critérios de avaliação correspondentes, pode-se verificar a consecução dos objetivos propostos ao longo do ano letivo, ou pelo período de duração do curso freqüentado pelo aluno;
. introduzir conteúdos, objetivos e critérios de avaliação - acrescentar esses elementos na ação educativa pode ser indispensável à educação do surdo. O acréscimo de objetivos, conteúdos e critérios de avaliação não pressupõe a eliminação ou redução dos elementos constantes do currículo oficial referentes ao nível de escolarização do aluno.
Algumas considerações são indispensáveis:
. as adaptações curriculares devem ser precedidas de uma rigorosa avaliação do aluno nos seguintes aspectos:
.. competência acadêmica;
.. desenvolvimento biológico, intelectual, motor, lingüístico, emocional, competência social e interpessoal;
.. motivação para os estudos, entre outros que indiquem ser as adaptações realmente indispensáveis a sua educação;
. é imprescindível que se analise o contexto, escolar e familiar, a fim de que possa haver mudanças adaptativas necessárias à educação do aluno;
. as avaliações relativas às condições do aluno e do seu contexto escolar e familiar devem ser realizadas pela equipe docente e técnica da unidade escolar, com a orientação do corpo dirigente, contando com o apoio da DRE/Secretarias de Educação (dirigente da Educação Especial) da localidade, se necessário;
. as adaptações curriculares devem estar contextualizadas e justificadas em registros documentais que integram a pasta do aluno;
. as programações individuais do aluno devem ser definidas, organizadas e realizadas de modo a não prejudicar sua escolarização, seu sucesso e promoção escolar, bem como sua socialização.
Fonte: http://www.ines.org.br



terça-feira, 19 de janeiro de 2010

domingo, 17 de janeiro de 2010

Para fazer com as crianças: livro de feltro


Você vai precisar de:

- Feltro em várias cores

- Tinta Squizz em cores diversas

- Apliques em formato de flor e bichinhos

- Cola apliques

- Botões coloridos

- Linha para bordar

- Alfinetes

- Tesoura

- Moldes



Recorte, em papel, os moldes dos arbustos. Alfinete um molde de gramado no feltro verde e recorte


Decore a parte superior do gramado usando a tinta verde fluorescente


Em seguida, recorte um pedaço de feltro laranja com 20 cm x 40 cm, para formar a página


Aplique cola nas partes laterais e na base dos gramados e fixe-os do lado direito da página

Para o lado esquerdo, recorte um bolso, usando o feltro azul. Cole na peça


Pinte o sol com a tinta amarela. Para as nuvens, use a tinta branca. Deixe secar


Fixe os apliques na peça, compondo o cenário que desejar. Para isso, use a cola aplique



Faça a quantidade de páginas que desejar, decorando os dois lados das que ficarão dentro do livro.
Cole o centro das páginas usando cola aplique


Pronto!!
Fonte; htpp://delas.ig.com.br


sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Visão Subnormal..O que é isso????



Como seria o trajeto de um aluno portador de Visão Subnormal numa classe inclusiva?

Vivemos em uma época em que Inclusão é a palavra chave e, por isso mesmo, nós professores devemos estar atentos e em busca constante de aperfeiçoamentos que nos possibilitem desenvolver um trabalho significativo com todos os nossos alunos.


Mas o que é mesmo Visão Subnormal?


É uma perda severa de visão que não pode ser corrigida por tratamento clínico ou cirúrgico nem com óculos convencionais. Também pode ser descrita como qualquer grau de enfraquecimento visual que cause incapacidade funcional e diminua o desempenho visual. No entanto, a capacidade funcional não está relacionada apenas aos fatores visuais, mas também às reações da pessoa à perda visual e aos fatores ambientais que interferem no desempenho.

Suas causas podem ser:
 Congênitas: já ocorrem no nascimento. Exemplo: corioretinite macular por toxoplasmose, catarata congênita, glaucoma congênito, atrofia congênita de Leber etc.;
 Adquiridas: por doenças adquiridas, como diabetes, descolamento de retina, glaucoma, catarata, degeneração senil de mácula, traumas oculares.

Muitas doenças são de origem genética, familiar, como retinitis pigmentosa, glaucoma congênito, catarata congênita, etc.


Nosso aluno está chegando. Precisamos de informações prévias?


Subentende-se que a escola, no ato da matrícula, já tenha informações acerca do fato da criança ser portadora de visão subnormal, porém, como o professor é o responsável direto pelo trabalho a ser realizado, é interessante que este busque junto à família da criança mais detalhes sobre a real condição da mesma a fim de melhor entender o que aconteceu e acontece com o seu processo de desenvolvimento como: a idade em que a deficiência se manifestou, a existência ou não da associação com outras deficiências, os aspectos hereditários, aspectos ambientais em que vive, tratamento recebido e estágio atual da deficiência
A partir daí, se adquire maior segurança para oferecer-lhe oportunidades para entrar em contato com novos objetos, pessoas e situações que facilitarão sua integração em sala de aula e, consequentemente, seu processo de aprendizagem.
Abaixo, alguns dados do aluno em questão:

Idade: 10 anos
Série: 4ª
Sexo: masculino
Deficiências: estrabismo, nistagmo ( olho trêmulo) , astigmatismo, hipermetropia. Dificuldades específicas: Inquietude, dificuldades na leitura, dores de cabeça, incômodo com a iluminação.

E o professor? Também tem que ser preparado.

Para que se possa realizar um bom trabalho com o aluno possuidor de visão subnormal, o professor regente deve ter a consciência de que esta criança será um dos muitos alunos de sua turma e que, assim como os demais, possui características e necessidades individuais. Portanto, a primeira providência a ser tomada pelo professor regente é entrar em contato com o professor da sala de recurso/ apoio para com ele buscar o melhor caminho para atender ao aluno com visão subnormal.


Não é só o professor que recebe o aluno. É a escola toda!

A primeira atividade a ser desenvolvida pelo professor regente em conjunto com o professor de recurso/apoio para iniciar o processo educacional com a criança portadora de visão subnormal numa perspectiva inclusiva, seria o desenvolvimento de um trabalho de conscientização da turma da qual fará parte sobre a necessidade e importância do respeito às diferenças individuais e quanto o trabalho colaborativo que poderá contribuir para a melhoria da aprendizagem de todos, incentivando ainda o desenvolvimento de valores como o respeito ao próximo, amizade, cooperação, etc.
Ainda pode ser sugerido a coordenação e direção da escola a promoção de reuniões no âmbito escolar para discutir as dificuldades encontradas e a melhor maneira de contorná-las, a aquisição de materiais bibliográficos de apoio, a realização de palestras com especialistas, crianças portadoras de Visão Subnormal e professores experientes no assunto voltadas para toda comunidade escolar.


Detalhes melhoram a sala de aula para nosso aluno portador de Visão Subnormal.

A sala de aula deve ser bem iluminada e arejada para ajudar a criança portadora de Visão Subnormal a se adaptar à mesma e os professores regente e de recurso/apoio devem conhecer a criança de tal forma que possam estar atentos a seus interesses, habilidades e o referencial perceptual que ela revela.
A criança com visão deficiente pode, normalmente, aprender a evitar obstáculos na sala de aula e nos corredores da escola desde que corretamente orientada. O professor regente deve estar atento à disposição da mobília e, com a ajuda dos demais alunos, poderá optar por uma nova disposição que facilite o deslocamento da criança com deficiência dentro da sala de aula.
Já ao professor recurso/apoio, cabe a responsabilidade de familiarizar este mesmo aluno com as dependências da escola (como bebedouro, banheiros, playground,etc) alertando-o da existência de obstáculos( má iluminação, existência de degraus, etc) que possam dificultar seu trânsito por estas áreas. Também deve-se gradativamente instruí-lo a se deslocar sozinho e com segurança destas áreas até a sala de aula e vive –versa.



Vamos ajudar nosso aluno a utilizar os dispositivos especiais?

Por ser uma escola preparada para receber crianças com Visão Subnormal e possuir dispositivos especiais que favorecem o funcionamento visual, estes devem ser utilizados pelos professores de forma a facilitar a vida do aluno dentro de sala.
•Óculos bifocais, prismas, lentes de contato ou outras combinações de lentes podem ser prescritos para uma criança com limitações visuais, a serem usados à toda hora ou durante atividades específicas.
•Lentes ligeiramente tingidas ou escuras podem ser usadas pela criança sensível à luz, em lugares fechados e ao ar livre.
•Lentes de aumento manuais ou lentes de amplificação são usadas para aumentar o tamanho da imagem e melhoram o funcionamento visual de crianças com quase todos os distúrbios visuais. Esses ampliadores podem ser usados para tarefas como ler, escrever e estudo de arte.
•Telessistemas pequenos (mini-telescópios). Seguros na mão ou em armações de óculos são usados por crianças para ver objetos distantes, como quadros negros e demonstrações de sala de aula, ou para identificar ônibus, sinais de rua, e assim por diante. Quando uma criança está usando um telescópio para ler o quadro negro, ela pode achar útil sentar-se na coluna central de carteiras, na distância que lhe for mais adequada.
Como algumas crianças portadoras de Visão Subnormal poderão precisar apenas de alguns materiais adaptados, enquanto outros necessitarão de uma combinação de vários dispositivos, somente depois de observação detalhada é que se saberá de qual realmente a criança necessita e só então fazer uso.


Desenvolvimento didático do aluno é importante.

É necessário que os professores regente e recurso/apoio estejam cientes de que esta criança precisa de mais tempo para assimilar alguns conceitos, especialmente os abstratos, precisa ter estimulação contínua, apresenta dificuldade de interação, de apreensão, de exploração e domínio do meio físico e desenvolve mais lentamente a consciência corporal, mas nem por isso devem deixar de ser cobrados , assim como seus colegas o são, dentro de sala de aula.
Os professores responsáveis por este aluno devem estar de acordo então, de que se faz necessário oferecer ao mesmo, todas as oportunidades existentes na unidade escolar que lhe permitam desenvolver corretamente suas habilidades.
Mas do que os professores, a unidade escolar deve estar envolvida neste processo e isso inclui buscar estabelecer o intercâmbio entre o oftalmologista e os profissionais que atuam na área da educação, incentivar a capacitação de recursos humanos envolvidos no processo educacional do aluno portador de visão subnormal, oferecer orientação inicial, por meio de relatório do serviço oftalmológico sobre este aluno contendo dados aplicáveis à situação da sala de aula, encaminhados preferencialmente no início do ano letivo, facilitar o acesso a informações sobre o aluno portador de visão subnormal, fornecida pelo serviço oftalmológico, principalmente em situações que houver alterações visuais ou em relação ao uso de óculos, recursos ópticos ou recursos não ópticos , disponibilizar literatura especializada sobre a deficiência visual, enfatizando os aspectos relativos ao aluno portador de visão subnormal e facilitar a participação do professor em cursos curtos sobre o assunto.

Nosso aluno com Visão Subnormal, também tem suas obrigações em sala de aula!

As crianças com a deficiência que estamos estudando, também têm suas obrigações como qualquer outro aluno. O que muda e a forma de realizar o que lhe é solicitado.
Conhecer colegas com deficiência visual pode fazer os outros alunos se interessarem por tópicos relacionados à visão e à deficiência visual. O professor pode desejar incorporar estes assuntos às suas aulas. Por exemplo, em Ciência, luz e óptica podem ser um bom tema para discussão; em Saúde, atitudes relacionadas à deficiência; em Estudos Sociais, informação sobre agências de serviço da comunidade e discriminação de pessoas deficientes; em Literatura, livros de autores deficientes da visão. Se o deficiente da visão se sentir confortável sobre esta informação, pode desejar participar da apresentação da aula. Por outro lado, atenção demasiada à deficiência visual pode enfatizar diferenças.
Todas as crianças são sensíveis às críticas dos colegas. Sua aceitação da criança deficiente visual será um exemplo positivo para a turma.
O aluno deficiente visual pode trazer algumas estratégias de adaptação para a sala de aula. Encoraje o aluno a usá-las segundo a necessidade e faça-o responder a qualquer pergunta sobre isso.


O aluno com Visão Subnormal também faz!
Exercícios, tarefas de casa,avaliação

Para que o aluno com visão Subnormal não seja prejudicado em suas atividades os professores regente e de recurso/apoio devem trabalhar sempre em sintonia no intuito de desenvolverem um bom trabalho.
No que diz respeito ao desenvolvimento de atividades dentro de sala de aula que necessite de materiais escritos, é interessante que com a maior antecedência possível, o regente repasse cópias destes materiais ao professor da sala de recursos/apoio para que ele possa adaptar conforme a necessidade da criança com deficiência além de poder localizar ledores, se for o caso.
O aluno deficiente da visão geralmente precisa de tempo extra (um tempo e meio é considerado aceitável) para completar tarefas e exames. Pode-se permitir que o aluno complete o trabalho na sala de recursos ou na biblioteca da escola. Quando o aluno deficiente visual desenvolver habilidades adaptativas, suas expectativas em relação a ele devem aproximar-se da que tem em relação aos outros alunos.
Embora possa estar usando folhas de resposta para o resto da turma quando estiver dando um teste, pode ser mais fácil para a criança de visão subnormal responder diretamente na folha do teste. Folhas-respostas com questões de múltipla escolha em quadrados ou parênteses para serem preenchidos podem causar problemas ao aluno de visão subnormal. Substituir por uma folha de resposta na qual o aluno circunde a letra correta a, b, c ou d, geralmente elimina o problema mas, o mais correto mesmo é, antes de um período de prova, consultar o aluno deficiente da visão e o professor da sala de recursos/apoio para saber qual o melhor método a ser usado com esta criança.
Os alunos com Visão subnormal deverão ser capazes de ler e escrever corretamente no portanto, deve-se evitar aplicar exames orais, a menos que não haja outro modo para testá-los. É geralmente aconselhável consultar o professor de recursos/apoio para determinar a modalidade mais apropriada de leitura e escrita do aluno, assim como para estabelecer formas alternativas.

É preciso todos fazerem sua parte!


O funcionamento visual de um indivíduo portador de visão subnormal está relacionado com a maior ou menor capacidade para utilizar o resíduo visual na realização de tarefas cotidianas. A avaliação do funcionamento visual determina como um indivíduo usa a visão residual . Deve indicar a implicação de aspectos emocionais e cognitivos junto à baixa visual no desempenho escolar, nas atividades profissionais e na vida cotidiana .
A habilidade visual depende não apenas da doença ocular, mas também, da eficácia do uso da visão. Por esse motivo não há "receitas" de atuação e nem é possível fazer generalizações na avaliação desses indivíduos.
No que diz respeito aos alunos portadores de visão subnormal, a avaliação funcional deverá ser realizada inicialmente de modo informal, observando-se o desempenho visual e recolhendo todas as informações que a família e os professores possam fornecer. De posse dessas informações, deverá ser realizada a avaliação formal com a utilização de métodos clínicos. O resultado dessa avaliação funcional vai fornecer as informações essenciais à inclusão do deficiente visual no sistema regular de ensino.
A atual política nacional de educação está baseada nos princípios da inclusão e igualdade de condições para o acesso e permanência do aluno portador de deficiência na escola comum, mas para que isso aconteça da melhor maneira possível, é necessário que todos nós estejamos empenhados neste processo.

Retirado do Blog: http://www.uniblog.com.br/visaosubnormal_posse_go/

MATERIAL CONCRETO

MATERIAL CONCRETO
ALFABETO

FORMAS E CORES

EQUILIBRIO

TORRE EQUILIBRIO

DESAFIO ARGOLA

GAIOLA

ORDENAÇÃO CIRCULO

ORDENAÇÃO QUADRADO

ORDENAÇÃO